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25 de nov de 2014

Top 12 momentos bizarros em 007

Os momentos mais bizarros de 007. Top quem sabe?
Por Francesco Castrelly. Nº 1. Vamos inaugurar esse novo quadro do Blog com o top no caso 12 dos momentos mais bizarros de toda franquia cinematografica de James Bond. Vamos lá. 


007 É um dos personagens mais famosos do cinema, e agora com a era Craig, poucos lembram da década em que seus filmes tinha um tom menos obscuro. Muitas coisas que foram eliminadas na fase de Craig, ajudaram a imortalizar o personagem, então aqui vai uns momentos bizarros de James Bond.
O Vilão Renard de 007 O Mundo não é o Bastante.

12- Um filme com um nome que aproveita uma frase muito sutilmente citada em 007 a serviço secreto de vossa majestade era para não se esperar muita novidade correto? Na verdade não. É um filme aceitável embora eu considere na lista dos piores de Brosnan perdendo só para Um Novo dia para morrer. Mas o filme é legal e foi o primeiro filme do 007 que assisti. O Conceito de Renard, um vilão totalmente imune à dor que recebeu um tiro na cabeça e ao invés de morrer perde todos os sentidos como dor, olfato e etc... É no mínimo bizarro. Fica na décima posição.

11-Já que estamos falando de 007 A serviço secreto de sua majestade, vamos citar um momento bizarro de um dos filmes mais injustiçados e mal compreendidos de toda a franquia. George Lazenby não foi um Bond 100% mas nem de longe é tão ruim quanto muitos dizem, mas isso é assunto para outro tópico. O Bizarro aqui nem é só Blofeld, aparecer totalmente diferente de como foi mostrado em com 007 só se vive duas vezes, (interpretado pelo ator que faz Pilatos em A maior história de todos os tempos, essa eu tirei do fundo do baú), ou Bond se disfarçar mudando de nome na casa do próprio sendo que já se viram cara a cara no filme anterior. (O quão burro Blofeld é para não reconhecer ele sem máscara alguma?) e nem adianta dizer que o filme ignorou o anterior, pois a sequencia lamentável (Diamantes são eternos) parte (embora que sutilmente) exatamente de onde esse filme parou. Traduzindo, não tem desculpas ,porra! O Pior nem é só o disfarce mas a natureza dele. Bond literalmente finge ser homossexual (sem homofobia XD). Embora isso seja citado de maneira muito discreta. Ele usa a tal saia dos escoceses, uma espécie de fraque (que a paródia Austin Powers aproveitaria anos mais tarde) e usa da suposta viadagem para poder transar com todas as mulheres da casa. (Uma casa só de mulheres com James Bond dá nisso). Apesar disso logo após ser descoberto (acho que Blofeld precisou de muito esforço mental), resulta na emocionante cena de perseguição de esqui. Primeiro filme do 007 a se passar na neve. Onde os caras atiram para frente e a bala acerta o chão XD. Nono lugar.

10-Xenia de 007 Contra Goldeneye. Só o nome Xenia já é bizarro, lembra xana xd. Ela literalmente fechava as pernas em seus amantes e os matava. Essa mulher tem uma força dos caralhos não? Quase que nosso herói Bond (Pierce Brosnan) morre pela tal chave de pernas. Oitavo lugar para Bond Girl vilã bizarra. (E gostosa) como curiosidade, foi uma das raras que Bond não comeu. Raro mesmo. Mas foi por uma boa razão, Bond não queria acabar morto.

9-A morte do casal gay em 007 os Diamantes são eternos. O Ultimo filme protagonizado por Sean Connery (Claro que depois viria o Nunca mais outra vez, mas me refiro aos oficiais) é estranha bizarra e até divertida. Em um filme decepcionante, chato, com história confusa, efeitos toscos, um Connery envelhecido e sem inspiração (só na maneira como ele diz: Meu nome é bond james bond, compare a maneira como ele diz isso em 007 contra Goldfinger e como ele diz isso nesse filme e me diz se não estou certo), uma Bond girl com expressões faciais que te dão vontade de dar um murro na tela da tv. O Casal de assassinos, Mr Kidd e Mr Wint (isso não é sutil, eles andam de mãos dadas e tem ciúmes um do outro) dão trabalho. Chegando a colocar Bond em um caixão para cremar. (Obviamente foi a primeira situação exagerada que Bond conseguiu escapar por milagre). E na ultima cena do filme(Navio) Connery queima vivo um, mas o outro ele pega a bomba que o tal mesmo trouxe, passa por entre as pernas dele (WTF), e o joga no mar, (onde dá para ver claramente que foi um boneco). E ainda solta a sua ultima piada de Bond em um filme oficial da série: “Ele saiu com o rabo entre as pernas”. Incrível. Um filme totalmente tosco, que eu até gosto mas com certeza de todos os mais de vinte filmes do Bond, esse estaria no ultimo lugar da lista. Mas nessa fica com o sétimo lugar.

8-Os mamilos. Vocês devem estar se perguntando porque Roger Moore estava demorando tanto para aparecer na lista. (porque obviamente merece os primeiros lugares.) Alias eu poderia fazer um top 30 com lista de momentos mais bizarros do 007 só nos filmes em que ele foi Bond. Para o ator que até atualmente foi o que viveu James Bond por mais tempo, protagonizou diversos roteiros escritos por usuários de LSD, ou qualquer que seja as substancias ilícitas, que fariam GG Allin ressuscitar dos mortos e se perguntar porque nunca usou esse tipo de drogas já que provou quase de todas. Scaramanga, o vilão vivido por Christopher Lee (O Eterno drácula e o fodão Saruman), um nome meio que reaproveitado do anterior não menos bizarro, (Kananga de 007 viva e deixe morrer) no filme 007 contra o homem da pistola de ouro. Um conceito de um assassino de aluguel que usa pistola e balas de ouro, e cobra um milhão por serviço não é tão bizarro assim correto?! Não seria, exceto se esse vilão tivesse um mordomo anão, fizesse treinamentos em testes simulados da mente de um usuário de Crack mesclado com LSD, misturado com pinga e cachaça, e tivesse três mamilos. WTF. Que porra é essa? O Que acrescentou na trama, o fato dele ter três mamilos? Nada! Foi ridiculamente desnecessário. Tudo isso foi para Bond pedir para Q, fazer um mamilo postiço para ele se disfarçar e entrar na mansão? Já sabemos que existem roteiristas e figurinistas com fetiches por mamilos antes mesmo dos filmes do Batman de Joel Schumacher! Sexto lugar para esse momento. (espero que no livro tenha melhores explicações sobre essa pequena anomalia XD)

7-Bond vestido de japonês. Com 007 só se vive duas vezes, bem eu sou um cara suspeito para falar desse filme. Foi o primeiro filme de Connery que eu assisti e achei fodástico. Mas é que nem comer frutas ruins da feira e depois comer uma boa. Você acha a ruim gostosa porque nunca experimentou nada melhor. Ao assistir 007 contra Goldfinger, Moscou contra 007, Dr, no vi que todos eram muito melhores que esse. Só se vive duas vives, tem um desenrolar lento, entediante apesar de ter algumas batalhas excitantes, Bond nunca dirige um carro, não fala sua frase (Meu nome é Bond James Bond)mas esse filme tem moral porque é o primeiro a mostrar Blofeld, sem suspense. (Blofeld era tipo um personagem secreto que vinham escondendo desde Moscou contra 007, só dava para ver suas mãos acariciando seu gato, e sua voz ameaçadora, e ordens sádicas) obviamente que esse vilão foi parodiado em Austin Powers, como o Dr. Evil. Mas o fato bizarro desse filme é o fato de que James Bond se disfarça de japonês. Exato não estou brincando. Usa uma roupa idêntica, uma peruca que o faz ficar parecido com varias coisas. Um emo, ou algum integrante dos Beatles com câncer, ou Spock de Jornada nas estrelas menos um japonês. Resumo é bizarro, Bond treina, e até se casa para virar um cidadão japonês. Mais bizarro que isso é depois de Bond quase destruir o escritório de Blofeld com um cigarro explosivo, ele ao invés de mata-lo diz: “Eu não vejo a hora de acabar com você”, (Bem, senhor Blofeld, Bond está subjugado com diversos capangas seus armados, porque não mata-lo agora?) Ahhh entendi. Você prefere que ele ache um jeito de escapar. Beleza! Aponta a arma para ele, depois mate seu próprio capanga, e depois enrola dez segundos apontando a arma para ele ao invés de atirar. Parabéns Blofeld. Até seu gato seria mais esperto. Quinto lugar.

6-007 Um novo dia para morrer, varias coisas. O Filme com um conceito legal, um começo EXTREMAMENTE FODA! A idéia de Bond ser preso, torturado depois de escapar dos inimigos de maneira emocionante e surrealista, é totalmente estragada pelo restante do filme. Um vilão bizarramente chato. Hale Barrey em uma atuação que tentava imitar sem sucesso a Lin de 007 O Amanhã nunca morre, mas nem estou falando disso. Não me refiro ao carro invisível. WTF? Nem as cenas exageradas e mentirosas que eu até hoje curto muito. Quem sou eu para criticar o bizarro sendo fã de Marquês de Sade e GG Allin? Correto? Mas vamos lá. James Bond surfar em um tsunami, foi extremamente inaceitável. Pierce Brosnan protagonizou diversas cenas mentirosas em seus quatro filmes como Bond, perdendo só para Moore, mas a cena do tsunami, onde Bond fica preso em um precipício de gelo, e o vilão usa seu satélite capaz de reproduzir energia solar (isso não é bizarro, né galera?) para derreter transformar a colina em pura água. COMO ESCAPAR DESSA PORRA? Algo que aprendemos desde primeiro filme do 007. Por pior que seja a situação que Bond entra, eles sempre dá um jeito de escapar. Como o do elevador em Na mira dos assassinos, como dos crocodilos em Viva e Deixe morrer, do LASER!!!!!! Em 007 Contra Goldfinger, ou até mesmo nesse filme que estamos falando que é ficar 14 meses sendo torturado na coreia do norte. Mas como escapar disso?! Adivinhem só. Bond surfa em cima da onda gigantesca, em um dos piores efeitos especiais da história do cinema, acho que até os gráficos de 007 contra goldeneye (O lendário e excelente game de Nintendo 64, sem ironia alguma o game realmente é foda mas os gráficos de game na época estavam no começo, totalmente aceitável serem ruins) são mais convincentes que essa onda, fazendo inveja em todos os surfistas das praias do Rio de Janeiro. Se você levar o James Bond com você para Crackolandia exatamente as duas horas da manhã, pode andar com relógio e tudo, ninguém vai te roubar. O que é um trombadinha com um canivete perto de um cara que fez um helicóptero em queda funcionar não é mesmo? Quarto lugar.
5-007 Contra o Foguete da Morte. O filme em si já é bizarro, primeiro: Por tentar repetir o sucesso do filme anterior 007 O Espião que me amava, que imortalizou Roger Moore, e achou espaços não inconvenientes para suas constantes piadas, (Resumo o filme é foda), mas por que? Tudo naquele filme foi novidade. O Carro que virava submarino, a química com a Bond Girl Tri-x, é como se o anterior fosse tudo feito espontaneamente, e em o foguete da morte eles tentassem repetir. É como tentar fazer alguém rir, não fazer ela rir naturalmente. Cenas de ação exageradas, Bond lutando contra bandidos no espaço. (Juro por Deus) com direito a arma laser e d-efeitos especiais “maravilhosos”, o que é mais bizarro que isso tudo? Bond vir para nosso Brasil! (Ainda bem que não veio na copa, senão teria uma impressão pior do que esse filme passa sobre nós), a impressão que o filme dá é que aqui é carnaval todo ano. (Se literalmente fosse verdade eu não estaria escrevendo este post, pois já teria me matado há anos), nesse filme olha o que eu pensaria sobre os Brasileiros se eu não morasse aqui:
Brasileiros, um povo muito inconveniente que adora ficar pulando ao som de batucadas similares a macumba, e colocando enfeites idiotas em volta do seu pescoço mesmo sem você pedir. Nem o fato de um vilão com dois metros de altura e dentes de aço estar te perseguindo faz eles terem bom senso e semancol. Eles não falam, só pulam e é assim que é o Brasil, uma cultura esquisita, não vejo a hora de voltar à civilização.
Apesar disso temos uma batalha emocionante do dentes de aço (Logo vou falar sobre ele), no Bonde do pão de açúcar, (Embora a cena seja mentirosa). Mas finalmente vou chegar ao ponto necessário. Bond está de barco no rio amazonas de algum jeito ao voar de asa delta vai para nas cataratas do Iguaçu. WTF> QUE PORRA É ESSA??????? Eu que era um merda em geografia sei que são pontos totalmente diferentes no mapa, James Bond precisaria fazer uma longa viagem para chegar lá. Um erro geográfico gravíssimo, que só nós Brasileiros, ou um exímio culto de outras culturas que se interessa o bastante no nosso país onde só futebol e carnaval tem vez, para descobrir. Terceiro lugar.
4-Jaws, dentes de aço. O Vilão mais célebre do James Bond é no mínimo bizarro, um cara de dois metros de altura feio pra caralho, que não morre de jeito nenhum, é no mínimo bizarro. Todos gostaram dele quando ele infernizou Bond em 007 o espião que me amava, tanto que ele apareceu no lamentável foguete da morte. O Tal que é capaz de quebrar qualquer coisa com uma mordida, (deve ter mandíbulas de tubarão mesmo) Dentes de aço é o Jason que assombrou James Bond. (Moore) vejam isso:
Top feitos incríveis de Jaws.
10-Caiu dentro de um carro de um precipício o carro explodiu, ele saiu somente limpando poeira nas roupas. Obviamente ele deve ser de aço, e as roupas também. (007 o espião que me amava)
9-Todo mundo que tentava atirar nele acabava acertando as balas no seus dentes blindados. Igual quando alguém tá de colete com a cabeça desprotegida e o idiota só acerta no colete.
8-Fez um salto sobre humano em 007 Contra o foguete da morte em pleno Bonde do pão de açúcar. (É Brasil sil sil).
7-Arranca a estrutura toda de um carro (eita força).
6-Uma pedra enorme cai em seu pé mas ele fica sem dano algum, só dá um grito quase impossível de ouvir.
5-Quebra uma corrente grossa com dentadas. E os cabos do Bonde do pão de açúcar. Os cabos que são capazes de suportar o peso da maquina.
4-Toma um choque nos dentes, e é atirado para fora de um trem em movimento. Nada grave, só suas roupas ficaram um pouco sujas.
3-Cai de um avião, mas convenientemente cai em uma tenda bem macia de um circo, (tanto lugar para cair que sorte)
2-Nada é capaz de derrota-lo, exceto um argumento rapidamente dito por Moore na nave espacial em 007 Contra o Foguete da morte, que faz o gigante burro e malvado ficar do lado do bem.
Mais a medalha de ouro para a maior façanha dele é com certeza...
1-Arranjar uma NAMORADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Como que um assassino feio, gigante que não fala, cai de um bonde em pleno rio de janeiro, ao lado de uma garota que nunca viu, os dois se olham e se dão as mãos e ela aceita ir com ele num foguete a lua?. Nem se conheceram, nem se falavam. QUE PORRA FOI ESSA? Eu vou tentar fazer isso qualquer hora, cair de um Bonde, ou seja lá que porra for ao lado de uma garota e sair andando com ela. Isso é que nem um cachorro que fecunda uma cadela no meio da rua sem nunca nem ter visto ela. A diferença é que com os humanos é diferente, se tentar fecundar uma mulher que nunca viu nem falou a única coisa que vai conseguir é ser preso por estupro. Que porra foi aquela? Uma mulher muito menor que ele, espero que ele nunca tente comer ela por trás. Arrumar uma mina pro Jaws, isso nem foi infantil, nem surrealista. Eu acreditei piamente que isso pode acontecer. Se o dente dela bater no dele, (como acontece às vezes em beijos de língua), obviamente ela vai ficar banguela.
Bem Jaws, é um vilão clássico, não precisou de uma fala sequer para conquistar a simpatia do publico, é um vilão caricato, excelente e assustador, uma espécie de Nemesis do Resident Evil 3 na vida de Bond, sempre o perseguia, sempre era derrotado mas sempre voltava. Bom namoro Jaws. Não esquece de usar preservativo. Se forem ter crias, me convidem para ser o padrinho. Estará para sempre na cultura popular do Bond.
3-A Morte de Kananga, o conceito de 007 Viva e Deixe morrer, o filme de estreia de Roger Moore no papel de Bond, não era complicado. Uma poderosa gangue de traficantes negros de heroína. E Kananga faz questão de nos explicar seu plano na cena em que Bond está preso, onde só não faz seu capanga de gancho decepar o dedo de Bond porque não quis. Kananga teve no mínimo umas dez chances de matar Bond ao longo do filme, desde o começo dele. Para pagar pela burrice, na ultima cena Bond faz o tal engolir uma capsula inflável criada por Q, onde o tal flutua como um balão, enche e explode. WTFFFFFF!? Jura que ele morreu assim? Uma morte de desenho animado? Um filme que não é ruim mas não é bom, (mas é foda mesmo assim), merecia um finalzinho melhor não acham? Moore ainda solta uma de suas piadas dizendo: “Ele sempre foi cheio de vento” ahahhahah entendeu. Balão, vento? Se Pennywise(IT O Personagem do Stephen King)visse isso diria: Kananga, está aqui conosco, ele flutua e logo você Bond vai flutuar também. Medalha de bronze.
2-Barão de Samed de 007 Viva e Deixe e Morrer. Quase todos os vilões desse filme são bizarros, mas o Barão de Samed ganha com certeza. Na primeira cena em que aparece quando Bond vai se hospedar num hotel, o homem descrito como o homem que não pode morrer faz uma performance muito bizarra mesmo. Ele é uma espécie de vera verão do mundo do Bond, e apesar de ser um personagem interessante ele mais late do que morde. Medalha de prata para o tal. Medalha de prata.
1-Roger Moore após os 55 anos continuar sendo Bond.
Os filmes mais Mindfucks (como diria o Nostalgia Critic) do 007 são com o Moore com certeza, e como disse que seria capaz de fazer uma lista só dele vamos começar... O primeiro 007 de Moore foi bem bizarro (viva e deixe morrer), o segundo foi bizarro ao extremo (contra o homem da pistola de ouro), o terceiro tinha suas bizarrices mas era tão foda que a gente quase as ignorava (O espião que me amava), o quarto foi bizarro ao quadrado, e ao cubo (foguete da morte), o quinto foi o filme mais pé no chão de toda a era Moore. Se você quisesse saber como seria um filme sério do 007 com Roger Moore com certeza o mais próximo que terá disso é Somente para Seus olhos, onde só temos leves insinuações de humor, e as únicas situações engraçadinhas são a cena de abertura e a ultima cena do filme. O resto do filme é sério, muitos gostam, muitos acham esse filme monótono, eu particularmente gosto muito, e adoro a maneira como tentam ser fieis ao Bond extremamente frio do livro na cena em que Moore chuta o carro contra o precipício. Resumo... Moore até faz suas piadas, mas o filme é sério, e ele demonstra ares de crueldade. O único fator do filme era o fato mais bizarro de todos. Moore já estava com 53 anos de idade! Ele dizia que estava começando a ficar chato fazer cenas de amor com mulheres com idade para serem suas filhas, e Somente para seus olhos seria com certeza o ultimo filme dele. Moore foi chamado para série antes de Sean Connery, mas na época estava fazendo uma série chamada O santo, e só pode aceitar depois que Connery decidiu que os Diamantes são eternos seria o seu ultimo filme como Bond sem choro nem vela. Por Moore ele teria ficado como Bond por 20 vintes, ele era diferente de Connery que estava enjoado do papel repetitivo. Mas ele entrou na série com uns 47 anos, e mesmo aparentando ser mais jovem que Connery ele era mais velho, e logo isso daria sinais. Acho que o fato de Connery fazer um filme do 007 mesmo estando velho e calvo como foi em 007 Nunca mais outra vez, inspirou Moore a decidir fazer mais um, e então saiu 007 contra Octopussy. Um filme bizarro, não vou dizer que é bom, mas é um ótimo filme de entretenimento. E Bond trampa pra caralho nesse filme. É um dos filmes em que ele mais corre riscos de morte:
-Serve de refém na casa do inimigo.
-Fica preso em uma câmara fria.
-É perseguido num safari pela floresta passando por uma aranha, um tigre, uma cobra, sanguessugas, e um crocodilo, (isso fora os bandidos armados atrás dele)
-É atacado por um maluco com uma serra giratória, enquanto estava deitado.
-Se pendura em um trem e depois luta lá.
-Vira alvo de um atirador de facas.
-Precisa chegar há tempo de desativar de uma bomba, tentando conseguir caronas, não consegue então rouba um carro e é perseguido pela policia. Resumo... Acho que qualquer outro com um trampo desses pediria as contas na hora... Mas James Bond é FODA! O enredo todo de Octopussy é baseado em circo, e aí está a cena, em que ele para conseguir entrar no circo sem ser preso (o que resultaria na bomba explodir sem ele fazer nada) chegamos em uma das cenas mais bizarras de toda a história de James Bond, a Cena em que Bond se veste de palhaço, fora as outras bizarrices desse filme como gritar que nem Tarzan, ou se disfarçar de gorila, se pregar em um avião em pleno voo e não cair nem quando o piloto gira 360 Graus, (Resumindo a quantidade de vento de um avião foi o suficiente para matar Goldifinger em 007 Contra Goldifinger mas não é o suficiente para derrubar Bond de um avião) Mas como esse filme é depois de Somente para seus olhos não vamos esquecer isso! O fato de Roger Moore ter 55 anos quando fazia ESSAS CENAS!!!!!!!!!!!!!!!!!! Um resumo: Quando ele precisa chegar no circo a tempo, para impedir uma bomba de explodir, Como está sendo perseguido pela policia, e isso o atrasaria ainda mais ele entre na cabine dos palhaços e se veste de um. Bem só tenho uma pergunta:
Como que ele conseguiu fazer uma maquiagem tão certinha, idêntica dos demais palhaços se só tinha alguns minutos antes de a bomba explodir? Era no caso menos de três minutos, vestir uma roupa daquelas deve demorar no mínimo dez minutos para vestir, mais dez para se maquiar e mais dez para vestir aqueles sapatos. Acho que nem o Pennywise de Stephen King conseguiria mudar de disfarce tão rápido como Bond conseguiu. A cena é completada com o clichê momento em que Bond consegue desarmar a bomba quando o cantador está literalmente no zero. Apesar de tudo isso é um ótimo filme, MUITO melhor que 007 Contra o Foguete da morte e muito mais emocionante que Somente para Seus Olhos. A cena de abertura onde Bond é perseguido por um foguete em um avião minúsculo é no mínimo foda, a musica tema que lembra filme pornô. Que tal mais bizarrices? Já que estamos falando de um James Bond quase da terceira idade! Literalmente quase. Em 007 Na mira dos assassinos ele faz um Bond com 57 anos! Em Octopussy, ele estava visivelmente velho para o papel, como que ele pode ter continuado fazendo o papel? Eu sei que em Somente para seus olhos eles chamaram Pierce Brosnan que na época não podia. Mas Na Mira dos assassinos uma tradução “perfeita” para (A View To Kill) um titulo sem sentido também, porque não tem nada haver com o filme, temos o Bond quase da terceira idade tentando impedir um empresário inescrupuloso de cabelos grisalhos, e corrupto interpretado pro Christopher Walker, (De Batman o Retorno onde interpreta um empresário inescrupuloso de cabelos grisalhos, e corrupto!!!!!!!!!!!!!) A View To kill não é um filme ruim, mas todos os lados bons do filme não tem nada haver com o Bond. O vilão do filme embora seja idêntico ao de Batman o Retorno (Filme que saiu um pouco depois), aqui ele parece estar mais inspirado do que foi no filme de Tim Burton, ele faz um vilão psicótico, assustador e frio. Com sua capanga interpretada pela cantora Grace Jones, (talvez o único filme que você a verá usando uma vergonhosa tanga erótica). Moore abusou dos dublês, tem muitas cenas que da para ver claramente que não é ele que está em cena, a Bond Girl que arruma não tem química alguma com ele (uma moça linda demasiada, que tem sua beleza quase ofuscada por uma atuação horrorosa e irritante) a tal Bond girl que parece mais sua neta do que sua namorada, resumo, todos as despedidas de Bond são precárias. Sean Connery com sua péssima despedida em Os Diamantes são eternos, Moore com sua precária despedida em A View To Kill, e Brosnan com sua terrível despedia em Um novo dia para morrer. Os únicos que tiveram sorte em suas despedidas foram Timothy Dalton em 007 Permissão para Matar, e Lazenby com 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (Primeiro e ultimo filme dele) e são justos os atores mais desconhecidos a interpretarem o agente. O próprio Moore admitiu que A View To kill era o pior filme dele, dizendo ser o seu menos favorito. Mas não é um filme de todo ruim, uma musica ótima, Christopher Walker está ótimo como o vilão e até o presente momento foi o único vilão do Bond a ganhar um óscar. As localizações lendárias, é um filme nota 6, ou até sete. Moore deveria ter parado em 007 Somente para Seus olhos, ou talvez até mesmo em Octopussy. Agora ele com quase 85 anos, e devemos chama-lo de Sir Roger Moore, um humanitário que usa seu dinheiro para ajudar os necessitados. Tiro meu chapéu para ele. O que é mais bizarro em Moore do que ele ter feito um James Bond vovô?! Ele ter interpretado aquele homossexual maluco naquele filme horroroso Cruzeiro das loucas.
E assim termina esse top 12 dos momentos mais bizarros de James Bond.
Bônus: A Tortura em 007 Cassino Royale.
Bem o fato de escolher um ator totalmente diferente da maneira como Ian Fleming descreveu Bond em seus livros já não é meio bizarro? Vamos fazer uma tabela:
Bond : Cabelos pretos, magro, alto.
Craig. Cabelos loiros, Bombado, não tão alto. WTF!?
Apesar disso Craig tem uma atuação boa, ele provou isso em Cassino Royale, apesar de ser meio difícil eu até me acostumei com sua era Bond, apesar de os filmes perderem toda a elegância que os demais tinham, e o fato de Craig ser loiro não incomoda tanto. Alias ele não é o primeiro ator loiro a ganhar o papel, já tínhamos Roger Moore, mas o momento mais bizarro é o momento da tortura em Cassino Royale. Depois de anos finalmente temos um filme baseado no primeiro livro sobre 007, onde foi parodiado antes mesmo de Connery fazer Bond em Satânico Dr No. Eu ainda não li o livro, mas pela sinopse parece que o filme é fiel. O fato de colocar pela primeira vez na história um filme com as primeiras aventuras de James Bond (ou o primeiro filme do James Bond em um dia que chove!) A Cena em que o vilão leva Bond tortura Bond, (batendo uma grossa corda em seus colhões) isso deve doer. Não é bizarra em si pela natureza da tortura. Alias torturas são muito comuns até em filmes de crianças! Quem não lembra do Senhor Incrível sendo torturado a choques pelo Syndrome?! Mas o fato é a maneira como Bond se comporta! Claro que uma pessoa apanhando no saco não pensa muito em ser civilizado, mas quando ele fala: Meu saco está coçando, coça para mim. Ou fala: Agora o mundo inteiro vai saber que você morreu coçando meu saco! Se eu morresse um dia antes de assistir esse filme eu morreria sem nunca imaginar que Bond falaria uma coisa dessas! Imagine se em 007 Um novo dia para Morrer (Ironicamente o filme anterior), nas cenas em que Bond é torturado na coreia do norte ele falasse: (Escorpiões, não me assustam beijem minhas bolas) ou façam os escorpiões beijarem. Ou até mesmo em 007 Permissão para Matar (Acharam que essa lista ficaria sem Timothy Dalton?) quando Bond é preso em uma base militar, (apesar de dizer que um cara é a própria titica), mas ele fosse mais baixo. Chupa meu pau seus militares de merda! Isso literalmente não combina com Bond. O homem educado, elegante. Claro que devemos levar em consideração que nesse filme estamos falando sobre Bond em sua primeira missão, um 007 inexperiente, iniciante, mas não há desculpas. A única coisa que a era Craig estragou foi a elegância de James Bond, A MARCA registrada do tal. É como fazer um filme do Batman em que ele não é nervoso, usa roupas com mamilos e é a mesma coisa com mascara ou sem. (Há esqueci, temos Batman e Robin). De qualquer maneira, Cassino Royale é um excelente filme, de uma era que precisamos nos acostumar e aceitar. O bombado com cara de elfo que ganhou a fama finalmente ainda fará muitos do Bond, quer vocês gostem ou não.




14 de nov de 2014

Meus livros do Stephen King

 Vejam minha coleção de livros do King (Meu escritor favorito) que apresento com muito orgulho, 80% desses livros foram caros ou dificeis de achar ou os dois.
 O Iluminado... Editora Objetiva. (Um dos primeiros livros que adquiri para minha instante) Sério, tenho esse livro desde os 12 anos de idade.

 O Interminável (A Coisa) Editora Objetiva... Rarissimo consegui no mercado livre por um preço até justo.
 Angústia (Misery) Essa versão é rara mesmo... Consegui também por um prelo justo no mercado livre.
 Carrie (Edição Suma de Letras, que antes era objetiva) Com a capa do filme novo da Carrie (Estrelado por Chloe Grace

 Misery, edição nova de Angústia Quase 30 anos depois finalmente, com o titulo original conservado e o titulo do filme Louca Obsessão conservado junto.

Edição Suma de Letras do Livro A Coisa... Com o título IT Conservado.
  Tenho IT em Inglês também.

6 de ago de 2014

IT A Coisa (Um artigo com mais de 5443 palavras)

A Coisa Stephen King



Relembrando artes do passado episódio 101.
Exato, uma postagem enorme para um livro enorme! Será que alguém vai ler esse caralho? Será que não acham que eu estou louco? Quem não gostar de saber spoilers não leiam, apesar de eu não revelar os mais importantes. Caso queiram se submeter ao castigo de ler um artigo de mais de dez páginas com 5443 palavras. Vamos nessa.

Como já falei do filme IT uma obraprima do medo, agora finalmente vamos falar do livro que o inspirou. IT (Que no Brasil é traduzido como A Coisa) é uma das obras mais elogiadas do mestre, tanto que você o verá em primeiro lugar em diversos tópicos de pesquisa, da internet em temas tipo: Qual o melhor livro de Stephen King. É um dos livros mais longos do autor também, inicialmente ele tinha sido lançado dois volumes com 740 páginas cada um como visto na foto abaixo. 

A versão que eu tenho é a edição livrão da Obejtiva com 750 páginas com letras miúdas, o que fez render mais e o livro não ter bem mais que isso. Durante muito tempo A Coisa estava entre as listas de livros raros do autor, mas isso provavelmente irá mudar em agosto, quando a suma de letras lançar a mais nova versão com nova tradução 1100 páginas e uma capa extremamente foda.

 Mas não julguemos o livro pela capa. Mas no caso a história em si é tão boa quanto à capa, e vou explicar os detalhes da história nos mínimos detalhes tentando não comprometer com Spoiler. Apesar disso há aviso, quem não quiser saber da história antes de ler não leia esse artigo que vai ser o mais longo que já escrevi em toda história desse blog. Um artigo com mais de 10 páginas, não se terão paciência de ler tudo, mas os que gostam de ler e curiosos como eu vão saber de muitas coisas sobre a obra, se ainda não conhecerem e estiverem afim de conhecer. A Coisa na verdade foi uma tradução meio equivocada, “IT” se for traduzido fica “Aquilo” não “A Coisa” mas acaba se saindo bem para o proposito da tradução.
A história do livro é alternada entre passado e presente... O Presente do livro se passa em 1985, o passado em 1957-58. Logo no primeiro capitulo do livro em 57, nos é narrado quando George menino de 6 anos, brincava com seu barquinho numa correnteza de chuva ao lado lateral da rua, quando este barco cai dentro do esgoto, e assim pela primeira vez nos é mostrada uma figura descrita como um palhaço. A Criatura apresenta-se ao menino como Parcimonioso (Pennywise, muita gente não gosta dessa tradução e isso vai ser eliminado da nova versão traduzida do livro) Sr.Bob Gray, e logo após confundir o garoto com promessas de balões e doces, o mata de maneira horrenda arrancando fora seu braço.
Voltando para o presente, temos uma gangue de homofobicos que enfrenta sérios problemas quando são acusados pelo o assassinato de um homossexual. O Líder do grupo que tem o apelido de teia de aranha, entre diversas pessoas entre a cena do crime alegam terem visto um palhaço com uma série de balões. Obviamente, a versão não recebe crédito (Os policiais até sabem que pode ser verdade, mas apesar de saber que o Teia de aranha não era culpado pelo assassinato, só não o fez porque alguém o fez primeiro, e se culpasse uma entidade imaginaria tiraria o dele da reta) então a versão dos tais fora descartada e Teia de Aranha junto com seus capangas são condenados a mais de 20 anos de prisão.
Depois dessas narrativas somos apresentados a Mike, que logo através de seus pensamentos somos informados que ele talvez saiba o que está acontecendo, e sabe muito bem pois já lidou com isso antes. Fala de uma promessa que fez com os amigos enquanto ainda era criança, e começa a realizar 6 telefonemas para informar o que está acontecendo.
Não somos informados logo de cara o que ele diz para cada um deles no telefonema mas sabemos que é a mesma coisa, e o primeiro a receber a ligação é Stan, um Judeu que vive uma vida modesta com sua esposa, e de todos é o mais alterado ao receber a ligação.
-Tem certeza? Pergunta ele. E Mike diz que sim. Ele logo fala: Não garanto que vou, mas vou pensar a respeito. Logo em seguida em um banho ele comete suicídio cortando seus pulsos para desespero de sua esposa, o mais assustador é que está escrito IT na parede com o sangue do morto.
Richard recebe o telefonema e somos apresentados a ele como uma pessoa que ganha à vida fazendo apresentações na televisão, ele telefona para seu agente dizendo que não irá comparecer a entrevista, que precisava viajar, o agente reluta dizendo que não poderia sair assim e fugir do trabalho, mas Richard diz que se trata de um assunto urgente e que precisava viajar pois havia feito uma promessa. Richard se demonstra muito mexido com a ligação mas ao contrario de Stan, está disposto a comparecer no local.
Ben assim que recebe o telefonema vai ao bar beber todas, logo sabemos através da maneira que ele conversa com o garçom, que ele é um bem sucedido engenheiro, que tinha sido bem gordo quando criança e que estava prestes a viajar devido a uma promessa, que tinha recebido um telefonema de um velho amigo, e que iria sim comparecer ao local. Mesmo não estando em condições Ben pega o avião em direção à cidade onde tudo que eles enfrentaram aconteceu. Derry.
Eddie, somos apresentados a ele saindo de casa pronto para viajar para Derry, e logo sabemos que ele além de ter asma usando constantemente uma bombinha, sua falecida mãe apresentava um sinal claro de hipocondria , uma preocupação exagerada quanto a sua saúde, tal fobia que com certeza passou para ele. Sabemos que ele é motorista de celebridades, e que está disposto a ir para Derry, quer sua esposa (Que lembra bastante sua mãe) queira ou não. Logo ele a tranquiliza dizendo para não se preocupar.
Beverly é a penúltima a receber a ligação, sabemos que ela vive com um homem bem violento que a espanca. Sabemos também que ela é de excelente beleza ruiva. Ao dizer ao seu marido de convivência que vai viajar inicialmente ele tenta espanca-la mas ela reage o ameaçando de morte se encostar nela novamente.
O ultimo a receber a ligação é Billy, que já somos apresentados desde o inicio do capitulo, pois ele é o irmão de George, sabemos que ele ganha a vida como escritor de livros de horror, que ele fora um gago, e as vezes ainda gaguejava, e depois de uma longa conversa com a esposa, viaja.
Logo após de ler esses capítulos a gente entende o porque do livro ser tão grande. Logo após somos narrados as memórias de cada um dos sete, incluindo Mike. Assim começamos a ver as lembranças de cada um e começamos a entender o que Mike disse aos seis pelo telefone: “A Coisa voltou”. Também acabamos descobrindo de maneira bem vaga, que o tal palhaço com poderes infernais que vêm atacando, já tinha sido enfrentado por esse grupo e eles obtiveram sucesso em derrota-lo, e logo após fizeram um pacto de sangue que mesmo que viessem a se separar no futuro e deixar a cidade, retornariam para combate-lo caso ele retornasse.
A Partir da página 100 (versão Objetiva com letras bem pequenas, o que quer dizer que é provavelmente mais) começa o primeiro interlúdio onde cada um dos sete (Seis, já que um já empacotou) começam a lembrar muito vagamente do que aconteceu quando eram crianças, Mike não corre o risco de perder as memórias já que todos os acontecimentos de sua vida ele escreve numa espécie de diário de relatos, onde nesse diário está repleto de informação, e supostos aparecimentos do IT (A Coisa) em ciclos de dois anos exatamente a cada 27 anos. Por exemplo, 1985/1956-57/1930/31/1900/ começando em meados de 1700. O que acabamos descobrindo que essa entidade vem incomodando há muito tempo. No filme isso é vagamente explicado numa conversa de Mike com o grupo, no livro temos informações muito fortes sobre isso.
Ben, é um dos primeiros a revelar suas memórias, e sabemos certamente que os flashbacks de todos os setes tem relação entre si já que todos esses sete conviveram quando eram crianças, Been se saia bem na escola, gostava bastante de ler, mas tinha um certo problema com um valentão bem violento da escola: Henry Bowers, um moleque com distúrbios mentais (Beira ao nazismo, já que ele por influencia do pai odeia, judeus negros e afins) mais velho que os demais, estando na mesma turma por ser um repetente bem frequente, que promete fazer a vida dos sete integrantes do grupo de perdedores um inferno, junto com sua gangue, composta por Victor, Arroto e mais alguns vândalos. Ben até hoje guarda a marca do “H” que fora feito com um canivete em sua barriga, quando foi atacado na saída por Henry, após se recusar a passar uma cola na prova. Em sua tentativa de fugir acaba conhecendo Eddie, e Bill Gaguinho e é nessa hora que o grupo começa a se formar. Temos informações também que eles brincam muito perto das redes de esgoto, e pretendem de brincadeira construir uma represa, e devido aos talentos de futuro engenheiro do pequeno Been (Nem ele mesmo sabia de tamanho) tudo se saí bem.
Uma coisa bastante interessante é que todas as aparições da Coisa para as crianças é de uma maneira completamente diferente das do filme. O Filme obviamente resumiu muita coisa, conservou alguns diálogos, mas tudo de uma maneira bem estilizada. No livro as aparições são nuas e cruas. E se fossem mostradas no filme ele teria censura de 18 anos.
A aparição de Bob Gray para Ben, é no formato de uma múmia, (Um palhaço múmia) com balões de ar, que não estouram nem mesmo no extremo frio de neve que estava fazendo no dia. O que leva o garoto gordinho ao extremo da preocupação.
Bill gaguinho, também nos apresenta lembranças que são de conexão com as anteriores, lá RIchie já fazia parte do grupo e sempre fazendo piadas e falando demais até em situações mais constrangedoras fizeram o grupo adotar um sistema brincalhão de fazer ele calar a boca: Beep Beep Ritchie, (Essa frase é até falada no filme varias vezes mas não sabemos o porque), Bill é um dos únicos personagens do filme que seu encontro com Pennywise é quase exatamente como retratado no livro. Em um dia que olhava as fotos de seu irmãozinho Georgie que morreu de forma horrível como dito no começo, toma um horrível susto ao ver a foto piscar para ele. Ele joga o álbum no chão pelo susto, e as paginas começam a correr sozinhas. Como se a situação não pudesse piorar, começa a escorrer sangue por baixo da foto. A única diferença, é que no filme é apresentado isso logo no começo no livro demora bem mais, já que as cenas não ocorrem da mesma ordem que ocorre no filme. Bill leva Richie em casa para ver a foto, logo percebem que ela não está mais lá. Uma das fotos ganha vida, O palhaço aparece, Bill tenta colocar a mão na foto, mas sua mão é cortada como se ele tivesse colocado num ventilador, por muito pouco ele não tem o dedo decepado. O medo continua.
Eddie, percebemos logo de cara que é hipocondríaco (Devido a influencia da mãe, que manda cartas para seu professor de educação física dizendo que o filho é muito frágil para praticar, e acha que qualquer coisa que o menino fizer pode adoece-lo), vive tomando bombinha de asma, e se adapta bem com o grupo de perdedores. A aparição de Parcimonioso (Pennywise) é mais chocante em relação aos outros, (obviamente que no filme não é assim) para Eddie, ele aparece como um leproso se oferecendo para chupar seu pau por 15 centavos! (Pedofilia) Então a partir dessa ideia logo percebemos os poderes de Pennywise ou Sr Bob Gray se preferir. Ele assume a forma que suas vitimas mais temem, apareceu para Ben como uma múmia, pareceu para Billy como uma encarnação impressa de seu irmão, e me digam com toda sinceridade, se não existe maneira melhor de assustar uma pessoa que tem medo de pegar doença, se apresentando como um leproso?
Em uma das anotações de Mike Hanlon que são muito chatas de se ler por sinal mas vale a pena pois apresentam informações interessantes (Chatas e interessantes que contradição) nos é informado que quando criança Pennywise o atacou tomando forma de um pássaro gigante.
Bill e Ritchie são atacados por um lobisomem em plena luz do dia, (O mesmo que tinham assistido no cinema o filme se chama um lobisomem adolescente) e assim vai. O Senhor Bob Gray, tocando o terror. E ainda desconhecemos o fato de Pennywise não ter matado o grupo dos perdedores assim como fez com suas centenas de vitimas, mas sabemos que foi por ele não conseguir que o levou a sua primeira derrota.
Beverly que vive apanhando do pai, apesar dele demonstrar preocupação por ela (Eu me preocupo com você), tem sua vida normal, já ingressa no grupo de perdedores, e todos eles demonstram interesse nela, especialmente Ben que lhe enviou um poema curto sem assinar provocando duvidas nela de quem seria o real autor da declaração (Seu cabelo é fogo de inverno, brasas de janeiro, meu coração lá queima também) e também digo que o filme mostra seu encontro com Pennywise exatamente como o livro. Sangue escorre pelo ralo da pia do banheiro, ela chama o pai que nada vê. Chama seu grupo de amigos em um dia que os pais não estão estes o vêm. Exatamente quando Stan (O que se matou mais tarde) o mais cético do grupo, disse algo bem memorável quando todos os garotos já tinham compartilhado sua experiência nada agradável de ver o palhaço em diversas formas e ainda sugeriram chamar a policia: Fotos que piscam, sangue que adultos não veem, múmias com balões que não estouram no frio, leprosos, o delegado vai rir da nossa cara e depois vai nos mandar para um hospício. Stan também teve uma visão do palhaço, e foi o que mais tardou a revela-las. Eram vozes de crianças mortas assim como saíram da pia ensanguentada de Bervely, em dia que ele estava executando seu hobbie. Observar pássaros com seu livrinho sobre eles. Logo ao ficar preso em uma casa abandonada e para conter o pânico fala o nome de todos os pássaros que conhecia até a porta destrancar , Stan também teve seu encontro com a Coisa no filme igual no livro exceto de que no filme ele aparece com uma múmia.
Assim percebemos que “A Coisa” é um ser maligno que pode ler as mentes alheias e assumir formas do que as pessoas mais temem, dá para perceber isso claramente mesmo essas palavras sendo faladas apenas em certa parte da trama. A obra mais uma vez dá uma pausa, nas lembranças dos meninos do clube de perdedores e se concentra um pouco, no reencontro deles. Mike Hanlon marca um encontro com todos os seis (Até essa altura já estava sabendo do suicídio de Stan, no filme ele só ficou sabendo disso um pouco mais tarde) num restaurante de comida chinesa. E lá temos um dos pontos mais interessantes, do livro onde eles comem se divertem em momento de descontração antes de partir para o assunto sério, e revelam memórias do passado, embora logo de inicio não parecem ter utilidade para trama, serve para conhecermos mais profundamente o caráter de todos os seis, e até essa altura já conhecemos todos os personagens como se conhece um amigo. Essa ênfase o Stephen King procura deixar bem claro, pelos diálogos percebemos que nem mesmo 27 anos separados foi o suficiente para cortar aquela amizade. Claro que eles ficaram bem tristes de saber da morte de Stan, mas procuram superar isso, e Mike sugere que eles se separem e se encontrem na biblioteca. Um deles sugere que isso não é parece uma boa ideia mas logo se convencem que Parcimonioso prefere os atacar quando estão sozinhos e seria uma boa maneira de tentar analisar o terreno e com que estavam lidando já que as lembranças deles eram muito vagas do que tinha acontecido. Ritchie tem uma visão do palhaço que lhe faz uma série de ameaças sérias como lhe causar um tumor no cérebro ou câncer de próstata. Mike vê em um dos famosos balões de Pennywise, com uma foto sua com os olhos furados. Ben que é incomodado por Parcimoniso quando vai a biblioteca (O interessante que a cena é quase da mesmo jeito no filme com exceção de que a vitima é Ritchie não Ben, alias nesse dia ele fica sabendo que sua bibliotecária que ele sempre emprestava livros quando criança havia morrido. E logo vê uma mensagem escrita no balão: “fui eu quem matei ela. Assinado seu amigo Parcimonioso”
Alias: essas mensagens são os pontos mais interessantes do livro, elas aparecem escritas com uma fonte diferente das letras usadas em toda a história do mesmo modo como a fonte difere do passado e do presente, isso ajuda bastante o leitor não se perder da obra, quase como se estivesse lendo uma obra em história em quadrinhos, onde há balões de pensamento e expressões. Quanto às mensagens a primeira começa no suicídio de Stan que a palavra que ele escreveu com seu próprio sangue na parede, estava mais ou menos assim: it
Exatamente, como direito a fonte em preto, e essas “mensagens” aparecem momentos que menos esperamos. Nos dando um certo ar de susto, aliás ler Stephen King é quase como assistir uma novela ou um filme com atores bons. Você sabe que é tudo ficção que é tudo uma mentira, mas mesmo assim sua mente esquece disso enquanto você lê. E Pennywise não desiste da ideia de tentar desestabilizar mentalmente o grupo que o derrotou no passado. Bervely que quando vai a sua antiga residência que agora resida uma senhora, é convidada para tomar chá, mas percebe que o chá parecia conter fezes ao invés de chá, a senhora fica com os dentes pretos e logo se transforma numa versão cadavérica de seu temido pai. Ela tenta fugir e ele vai atrás, lhe dizendo uma série de obscenidades como se fosse seu pai (Eu me preocupo com você, porque queria chupar seu grelo) o filme em relação a essa aparição é bastante fiel contudo foi muito mais contida do que o livro retirando as obscenidades que ele fala e substituindo as fezes por sangue no chá. Realmente A Coisa é um livro muito forte mesmo, e olha que eu já li muitos livros fortes, quem está falando com vocês é o mesmo Francesco que escreveu o artigo sobre os 120 dias de Sodoma, e sinceramente falando, esse livro tem alguns fatos que eu poderia comparar, que é a certa forma escatológica sem medo nas escritas, e a sexualidade num contexto infantil, claro que muitas pessoas podem achar isso muito chocante, claro que 120 dias de soma é MUITO mais forte, ou seja quem está acostumado a ler ou assistir coisas controversas irá ler de boa, mas um leitor desatento a esse assunto pode ser pego de surpresa muito facilmente. Alias até mesmo eu, fui pego de surpresa. Nunca tinha lido nada do Stephen King tão forte assim, e vi em diversos sites e blogs comentários de gente dizendo que há certos trechos do livro que precisaram ler duas vezes pensando estarem lendo errado. Logo vou chegar nesta parte.
Logo vemos um fator, que mesmo sabendo o final da história do grupo de perderes quando crianças, ainda sentimos curiosidade de saber, principalmente certos fatores. O que aconteceu com Henry Bowers? O garoto valentão com fortes tendências a psicose, que tanto incomodou não apenas os destemidos garotos que derrotaram A Coisa há 27 anos atrás, quanto diversos outros. Logo sabemos disso, Henry está num hospício e parece estar lá há muito tempo, lá escuta certas vozes cada uma delas do grupo de perdedores, o humilhando por exemplo do Bill dizendo que mesmo sendo um gago conseguiu sucesso e não estava apodrecendo num hospício, Ben dizendo que ele não conseguiu derrotar nem um gordo, mas o mais chocante foi Bervely:”Eu deixei todos eles treparam, eu era mesmo uma putinha” E quanto você, mesmo que eu deixasse seu pau não iria subir mesmo” Mesmo se tratando de uma paranoia na mente de Bowers todos falavam uma verdade então sabemos que Bervely aparentemente deve ter tido relações com TODOS os seis e Henry sabia. Mas como foi isso? King nos tortura por umas 200 páginas sem nos contar, Henry tem uma visão de Parcimonioso na lua tentando persuadi-lo a fugir do hospício e dar o troco no grupo. Logo depois um de seus colegas de gangue (Morto) aparece para ele, dizendo para ele ir, Henry diz que não pode, que está preso e o guarda do hospício que mais o tratava mal estava na porta. O Cadáver garante que isso não será problema e leva Henry pela mão para ir embora dali, o guarda tenta impedir mas é atacado pela Coisa em forma de um cachorro Rotweiller, (No filme esse lance do hospício é quase idêntica tirando o fato das vozes dos perdedores na mente de Henry) e claro o filme não explica o porquê do cachorro atacar o guarda, embora a essa altura já sabermos sem precisar o livro ter explicado, que A coisa assume formas que aterrorizam o sujeito, e o guarda tinha medo de cães.
Vocês viram a razão do livro ser tão grande? Eu estou fazendo um resumo sem tentar expor muito Spoilers e já está dando seis páginas.
Bowers fala também de uma coisa estranha, ele sente um ressentimento terrível por algo que narra como uma batalha a pedradas. E finalmente somos narrados a ela mais ou menos a partir da página 400. Mesmo antes de assistir o filme, pois eu li as curiosidades antes de assistir, eu já sabia que no livro a batalha a pedradas que é um dos pontos mais altos da trama, era muito mais intensa e violenta no livro do que no filme, e claro o tal deixa isso muito transparente. Numa fuga de Mike (que até ainda não era integrante do grupo dos perdedores) do grupo de Bowers, ele acha o grupo na floresta (Que estavam discutindo teorias sobre as formas e poderes do Parcimonioso) e pede socorro. Nisso o grupo junta pedras e começam a atirar contra Bowers e o grupo, arrancando sangue deles quebrando ossos e etc, bombinhas perigosas são atiradas, resumindo é algo bem nu e cru. No filme a cena é mais parecida como aquelas do menino maluquinho, apesar de não ser uma cena violenta até que chega a ser convincente. Após fugir com o grupo (Não antes de jurar se vingar) Bowers desaparece e o negro Mike finalmente se junta à liga dos perdedores que antes era um sexteto. O grupo um dia na floresta folheia um álbum de recortes de Mike que dizia que havia fotos de eventos ocorridos há muitos anos atrás onde o palhaço poderia estar envolvido, nisso a foto se mexe o palhaço aparece (Dentro da foto, como naqueles jornais encantados de Harry Potter) quase sai da foto e faz uma série de ameaças as crianças dizendo que sem não desistissem daquela ideia de tentar enfrentá-lo, ele os mataria um por um não antes de enlouquece-los! O Filme é bem fiel em relação a essa cena apesar de tentar resumir um pouco.
Quando os seis se encontram na biblioteca de Mike para tentar discutir um jeito de derrotar A coisa, e lembrarem de mais coisas de quando eram crianças voltam-se as memórias e finalmente King continua a narrar os episódios do grupo dos perdedores que é de longe uma das coisas mais interessantes num livro que aborda tantos temas.
Neles é narrado o dia em que Eddie tem uma conversa com o farmacêutico, (Isso é colado de uma forma meio discreta no filme) que o diz que sua asma é psicológica, que o remédio que tomava era uma mistura que dava gosto de remédio mas que nada surtia efeito, mas o fato dele acreditar nisso o fazia sentir o alivio. No começo Eddie relutou mas viu que fazia sentido, pois ele aspirava toda hora aquela bombinha, se realmente fosse um remédio isso poderia afetá-lo por excesso de dosagem, outras palavras que entraram na mente dele é que ele só era doente porque sua mãe queria que ele fosse. Eddie começa a ficar mais destemido e chega a ponto de enfrentar a mãe que tenta separa-lo dos perdedores, ela logo é vencida e permite que ele continue andando como o grupo, isso aconteceu logo após ele ter o braço quebrado por Henry Bowers como forma de vingança pelo episódio das pedras. Eddie cometeu o erro de andar sozinho depois do ocorrido. Apesar do grupo de perdedores ser composto por crianças certinhas, Bervely fumava, tanto quanto alguns deles. Ou seja eles tinham uma maneira de escapar do codinome de certinhos no momento em que estavam juntos. Logo somos apresentados mais detalhadamente a um personagem chamado Patrick, um garoto que anda com Henry Bowers e que é descrito como sendo mais louco que o tal. Isso não era um bom sinal, em um dia que Bervely testemunha por acidente o grupo de Henry, peidando contra um isqueiro (exato vocês não estão lendo errado) em um ferro velho abandonado, ela vê algo que sabe que se Henry descobrisse que ela viu com certeza a mataria. Assim que o restante do grupo precisa ir embora, os únicos que continuam fazendo a brincadeira do isqueiro são Henry e Patrick, nisso o tal faz algo inacreditável (Embora brincar com calças abaixadas em si já fosse gay) mas me refiro que você jamais esperaria isso quando começou a ler o livro, Patrick literalmente “punheta” Henry, e chega a ponto de lhe oferecer sexo oral, depois de se tocar Henry afasta Patrick, dizendo que não era gay, o tal diz que era sim porque ele gostou da caricia, senão não terão ficado duro. Henry no entanto fala que se ele contar para alguém esse episódio deplorável, ele iria contar a todos da geladeira de Patrick. O livro não nos informa de inicio o que é isso, mas não tarda a informar. Primeiro King nos conta sobre Patrick, e realmente ele era um cara bem doente, antes do episódio do isqueiro os perdedores já comentavam sobre o tal, dizendo que ele tentava passar a mão nas meninas da escola e colecionava um estojo de insetos, mas King nos conta que ele é o verdadeiro culpado pela morte do irmão bebê, que os pais julgavam ser uma fatalidade, e que ele usava um refrigador perto de um depósito de lixo para colocar animais indefesos dentro e só retirar no outro dia. Patrick ao ir se morbidamente se divertir em sua geladeira, (ou melhor remover o cadáver de um pombo que esqueceu lá) assim que abriu a porta da geladeira, sanguessugas o atacaram fazendo-o ser protagonista vitima de uma das mortes mais horríveis do livro. Depois de lermos sobre a personalidade dele não nos sentimos nem um pouco mal pela sua morte, mas as Bervely testemunhou tudo e até foi atacada pelos bichos, ao escapar e reunir o grupo por curiosidade e cuidado abrem a porta de geladeira, à essa altura o palhaço já sabia que eles tinham planos para enfrenta-lo e deixa uma mensagem escrita com sangue no interior da geladeira escrita exatamente assim: Parem agora mesmo, antes que eu mate vocês todos. É o que aconselha seu amigo Parcimonioso.
E sempre essas frases soam em um contexto totalmente inesperado. Entre outras cenas do livro como a cabeça decapitada de Stan aparecer dentro da geladeira da biblioteca de Mike (Cena mostrada de maneira suave no filme)e na maneira como Henry Bowers sai do hospício para ir matar o grupo que o derrotou no passado. King descreve aos poucos a maneira como a mente de Henry vai ficando fraca,(principalmente depois do incidente com o Patrick) até o dia em que a voz de Parcimonioso o incentiva a matar o próprio pai. A Coisa manda um estilete perigosíssimo para Henry pelo correio, e a primeira vitima é seu próprio pai. Agora Henry e seu grupo seguem as crianças que vão para o esgoto (Eles não sabem porque mas elas sabem) e para explicar vamos voltar um pouco antes disso. As crianças vão até a casa abandonada, onde sabem que a Coisa vive por lá. Lá são atacados por ela em formato de lobisomem, nesse dia A Coisa é derrotada pela primeira vez e foge pelos canos, em formato desconhecido. Após passarem semanas pesquisando um tal de Ritual Chud (Extremamente complexo de se explicar, leiam o livro) os perdedores o realizam, e sabem que a Coisa se esconde no esgoto. E lá eles vão atrás dele para acabar com seu terror de uma vez por todas.


Voltando ao presente, Mike Hanlon é atacado na biblioteca por Henry Bowers, (No filme todos foram atacados na mesma hora praticamente) e apesar de ferir o ex inimigo, Mike fica a beira da morte, ao tentar ligar pro pronto socorro quem atende é Pennywise zombando dele. Ignorando a voz, ele fala que se tiver alguém real na linha para ir urgente ajuda-lo. Henry é guiado por um motorista particular, o próprio arroto (morto-vivo) que o leva de carro até o hotel onde o grupo de Perdedores está hospedado. Lá ele recorda do dia em que todos os membros de sua gangue exceto ele foram mortos pela Coisa em formato de FrankStein. Pede desculpas ao amigo por tê-lo abandonado, que nada responde. (Até porque era A Coisa disfarçada). Apenas diz para ele fazer o trabalho. E lhe dá um papel com o quarto de cada um escrito nele. Isso já pouparia um trabalho. Ele consegue passar pelo saguão, e o primeiro que decide atacar é Eddie. Apesar das dificuldades Eddie consegue mata-lo usando um caco de vidro. Após isso sabem que A Coisa está cada vez mais perigosa, e estava usando o mesmo método de antes. Já que não tinha forças para tocar os meninos (agora homens) ela usaria alguém que os odiasse, e fez isso com Henry. Então o grupo após saber do internamento de Mike, vão novamente aos esgotos onde derrotaram A coisa uma vez. Ou seja a derrota da coisa nas páginas finais do livro são mostradas nas duas épocas, passado e presente. Nessa páginas somos mostrados o fato de A Coisa sentir mesmo medo daquele grupo, até chegando a desconfiar que eles poderiam ser a outra “Coisa”, pois ninguém nunca tinha subjugado ele daquela forma. Crianças, eles foram até o esgoto e Billy entrou na mente da forma mais próxima do original da Coisa. (Uma aranha enorme), lá vamos para outra dimensão, Billy é aconselhado por uma tartaruga milenar (sim essa parte é bem chapada mesmo) e nessa ocasião que não vou explicar como, eles conseguem derrotar A Coisa. (Antes disso, voltando ao presente Bervely faz amor Billy, e logo se recorda de algo no esgoto) –Eu fiz amor com todos vocês? Recorda ela. Billy responde que lembra, apesar de não lembrar dos detalhes. Aí está a segunda parte chocante desse livro. Ao ler isso você fala. Que porra é essa? Nas páginas finais do livro explica isso, a história demora tanto para chegar nessa hora que você quase pensa que não existe essa parte. Mas existe, quando crianças Bervely ao ficar perdida no esgoto com os amigos cria um laço eterno com eles, se relacionando sexualmente com TODOS. EU DISSE TOOODOS! Isso é muito tenso, vamos tentar superar isso. Ahaha. Ao saírem do esgoto Stan (justo o que morreu) faz todos fazerem um pacto de sangue que se a Coisa retornar um dia eles voltaram de onde quer que estejam para combate-la. Voltando ao presente, não vou contar a batalha final contra A Coisa, mas digo que apesar do clímax ser ótimo, o fim do livro infelizmente não é digno de todo clímax do livro. Alguns personagens não tiveram finais definidos, e você fica sem saber o que aconteceu com eles. A desculpa final para uma vitória é bem fútil, mas apesar disso o livro é excelente, um dos melhores do Stephen King. O Nostalgia Critic, fez duras criticas ao filme sem nunca ter lido sequer o livro, mesmo assim continuo sendo fã dele. Leiam esse livro, ele nos ensina o forte fator da força da união, e mesmo sendo um livro enorme, acaba prendendo tanto que você lerá de 50 a 100 páginas sem nem perceber. (Ao menos comigo foi assim) aproveitem que A Suma vai relançar o livro e desfrutem dessa maravilhosa leitura. 
Minha versão do livro. Comprei a nova na pré venda só estou aguardando a data de receber. 
"Algo que passou quase que despercebido, no livro é que Dick Halloran é citado. O Cozinheiro do hotel overlook".




Soundtrack do Filme IT.

aqui está meu novo livro do It...
Finalmente chegou


 E Meu IT Em Inglês
 

16 de jul de 2014

Do Inferno Alan Moore

Do Inferno 1999
Relembrando artes do passado por Francesco Castrelly Episódio 100.
Alan Moore nunca foi um grande desenhista, fato que ele mesmo admitiu, o que acabou fazendo ele dedicar seu tempo integral aos roteiros de HQ’s ao invés de desenhos. Tais mudanças foram muito bem vindas levando em conta que ele pode se dedicar integralmente ao que fazia de melhor, e fomos apresentados ao seu talento, perfeccionista de pesquisar bastante antes de criar uma história. Por exemplo no caso de Watchmen, temos fatores tanto fictícios quanto históricos, coisas que realmente aconteceram Moore colocada fatos que “Poderiam” ter acontecido e isso acaba fazendo o leitor se deliciar com uma trama inteligente, quebrando aquela velha regra de quadrinhos é coisa de criancinha Walt Disney, que é tão famosos que o corretor do Word nem sequer corrige enquanto estou escrevendo nesse exato momento. V De Vingança também temos um enredo futurista (Para época) já que se passa em 1997, e ele o escreveu em 1990, e mistura elementos fictícios com realidades, por exemplo sabemos que de fato a fascismo nunca ocorreu em Londres, foi um enredo criado por ele, mas sabemos muito bem que a maneira como os comunistas, judeus, homossexuais, eram levados aos campos de concentração é exatamente do modo descrito no livro. As experiências, e etc... mas se eu me aprofundar estaria fazendo era uma resenha do V leia aqui. O HQ que gostaria de falar é uma de suas obras mais complexas e interessantes. Do Inferno, uma das melhores histórias que já li do mestre, e também uma das menos conhecidas, foi adaptado para o cinema com Johnny Deep, não baseado 100% no livro, mas dizem que o filme ficou bom. Ainda não posso opinar. Estou numa época que prefiro ler do que assistir filmes. Ler um livro é como montar um sanduiche e comer, ver um filme é como pegar o sanduiche pronto. Seu cérebro só trabalha de um lado, e facilita muito as coisas. Ler é sempre melhor.
O nome do HQ é do Inferno pois é o nome da suposta carta que Jack o Estripador deixou para policia, alias é a única correspondência que as pessoas possam dizer que realmente pode ter sido do assassino de Whitechapel. Primeiro vamos pensar: quem foi jack? 
Caricatura de Jack The Ripper

Foi um assassino em série que matou no mínimo cinco mulheres que ganhavam a vida como garotas de programa em meados de 1888 em Londres. Nessa época em que a mídia não era nem de longe tão moderna quanto é hoje, espremeu essa noticia como uma laranja, talvez tenha sido um dos primeiros casos constantemente em jornais e meios de comunicação igual aqui no Brasil em casos como o do menino Joaquim, ou Isabella, etc... Mas isso que estou contando é real preciso diferenciar bem o histórico da ficção, algo bastante presente aqui. Então Jack existiu, obviamente não era esse seu nome, foi um nome que a mídia deu para ele, ninguém sabe o seu nome ao certo. Também o chamavam de avental de couro, e etc... E a coisa mais engraçada disso tudo é que o crime nunca foi desvendado! Exatamente, Jack nunca foi capturado. Ninguém nunca soube quem era! Incrível não é? Até hoje dizem que não existe crime perfeito mas naquela época houve um. Mas será que tinha coisas envolvidas? Será que o governo não sabia e tentou omitir? Impossível um caso mesmo naquela época não ser solucionado e Moore prova que pensa assim.
Vamos entrar no enredo do Hq... Ele foi divido em quatro edições cada um com umas 160 páginas, se for somar tudo exatamente dá 609 páginas. Esse Hq também não é recomendado para quem não gosta de ler, pois cada página é recheada de diálogos intermináveis, que se não lidos com atenção você se perde na trama, esses diálogos preencheriam um livrão de boa. Aliás é um livro, mas com desenhos. Moore teve pareceria com o desenhista David Lloyd em V de Vingança, Dave Gibbons em Watchmen, e aqui tem com o desenhista Eddie Campbell, com um traço consideravelmente diferente do que eu estava acostumado a ver em HQs do Moore, como (A piada mortal) mas isso é um elogio, os desenhos preto e branco com traços simplórios são perfeitos para dar aquela atmosfera sombria que a história com sucesso passa.

A parte mais interessante da história é a base principal dela: Jack O Estripador, se na vida real, nunca descobrimos quem era, nessa história já sabíamos quem era logo no primeiro assassinato. A questão principal que Alan Moore colocou na história não era “quem” mas “por quê”, e todos os assassinatos são extremamente explícitos, e mesmo em preto e branco o caráter cirúrgico das mortes chega a chocar. O Sexo também é explicito, a tese da sexualidade é algo bastante explorado nos HQs de Moore, principalmente em um de seus trabalhos mais recentes: Lost Girls, e não critico isso, quem sou eu fã do Marquês de Sade para criticar a sexualidade presente em obras? Apesar do sexo explicito não temos maníacos sexuais como em suas obras de costume: (Comediante de Watchmen) ou estupros recorrentes (Novamente Comediante de Watchmen, Coringa da piada mortal que apesar do estupro não ser claro tenho quase certeza que ele não tirou a roupa de Bárbara apenas para fotografar, ou o trágico fim infeliz, chocante e inesperado do homem invisível Griffin, nas mãos de Hyde no excelente HQ A Liga Extraordinária). Temos aqui uma trama de matança explicita com um roteiro inteligente no fundo. Mas como poderia tentar resumir uma história de mais de 600 páginas se somada ao todo? Vamos tentar.
O Enredo começa em 1884, quando o jovem Eddy (Também conhecido como Albert), é apresentado há uma mulher que trabalha de balconista numa confeitaria em Londres, pelo seu amigo Sickert, chamada Annie e logo começa a ter um relacionamento com ela, (Que é apresentado uma cena de sexo explicito logo nas primeiras páginas, do HQ) ele também se casa com ela não antes de engravidá-la algo que parece não agradar em nada o amigo que muitos acreditam ser irmão de Albert, Sickert alega ser loucura esse casamento mesmo durante a cerimonia, o que não nos é deixado claro era o porquê disso. Mas logo no final do capitulo Annie e levada por soldados da coroa, Sickert que estava com o filho de Albert entrega-o a Marie que a trama a tem como uma espécie de amiga dele, e Eddy é chamado de “Alteza” na frente de Annie que não entende o porquê. Finalmente entendemos o porquê disso... Albert era filho da rainha, e jamais iriam permitir ele casado com uma mera balconista, a vossa Majestade precisaria “contornar” essa história de qualquer jeito. Mas não somos informados como ela iria fazer isso tão cedo.
Voltamos muitos anos antes desses acontecimentos, agora para 1827, e temos uma série de frases desconexas que devem ser memorizadas por são diálogos importantes que ocorreram na vida do personagem central da trama, (O que é a quarta dimensão ?) somos apresentados ao senhor Guil, desde sua infância. Quando ele abriu os olhos do falecido pai, quando era criança. Quando ele matava ratos e os abria com uma navalha, logo seus talentos como cirurgião estavam se apresentando. E foi o que ele se tornou mais tarde, um premiado cirurgião que se tornou maçom devido a uma recomendação, e fez um juramento que jamais revelaria os segredos de suas missões, sob pena de morte. Este concordou. Temos muitas páginas para conhecer o Guil e notamos logo de cara que ele tem uma tendência para a psicose. O fato dele não sentir incomodo algum em abrir pessoas, e cobrir suas mãos e rosto de sangue, o faz tê-lo facilmente como um açougueiro sem remorsos. Finalmente depois de longas conversas na igreja sobre a quarta dimensão e etc, também somos apresentados ao homem elefante, um homem que nasceu com uma deformidade terrível no rosto, que altera sua dicção, mas rende bons diálogos com o Dr.Guil... Somos longamente apresentados ao Guil. No começo pensei que a história de Albert era apenas um conto, e que esse era outro, estava demorando tanto, em Guil que pensei se tratar de uma historia nova. Mas finalmente depois de longas páginas somos apresentados a fatos com conexões a história do primeiro capitulo. Quando ele é a pessoa indicada a “Calar” Annie, que é colocada num hospício, mesmo sem estar doida. Sua missão era fazer com que isso fosse verdade e ele o fez. Fazendo uma espécie de “lobotomia” em Annie, causando danos irreversíveis no cérebro dela. Obviamente ela não iria passar de uma coitada, e não seria ameaça. O Que me perguntei foi se Moore havia esquecido do bebê. Mas claro que não. O bebê continuava com Marie, e após dizer ao Sickert que aquela história de Albert ter tido um caso com Annie no egoísmo de se divertir mesmo sem pensar no mal que iria acontecer a ela era uma canalhice, e que ela não iria cuidar do bebê. Ela deixou o bebê com Sickert e foi embora. Logo, sabemos que Marie ganha a vida como prostituta, e ao chegar num cabaré, informa as amigas que tem uma ótima ideia para chantagear Sickert que era ligado a coroa. O Trato era, que se não lhes fossem dada uma quantia considerável, elas iriam contar o escândalo envolvendo o príncipe Albert a todos. O que faz o tal cair em desespero entrar em contato com a rainha.
Como você pode ver cada uma das 600 páginas da história é recheadas de diálogos.


Vocês devem estar se perguntando o que diabos isso tem haver com Jack o Estripador, mas vou chegar lá, é exatamente depois desse ponte que ele entra: Guil é contratado pessoalmente pela rainha para dar um fim nas chantagistas, Sickert sabia que era Marie, e suas amigas no total quatro, então a missão dele era dar cabo nelas. O senhor Willian Guil transforma uma missão que poderia ser considerada simples por muitos assassinos, em algo divinamente doentio. Ele queria transformar em uma obra de arte os assassinatos. E explica suas teorias a seu chofer burro, apenas para ser escutado, mesmo sabendo que ele não entendia lhufas do que ele dizia, ele falava, um dialogo extremamente longo mas interessante, onde Guil explora suas teorias machistas, suas inspirações baseadas em pessoas históricas, e demonstra o lado obscuro da maçonaria, em um certo momento da obra, Guil traça num papel um pentagrama fazendo alusões aos ocultismo, satanismo, temos até mesmo a imagem de um bode em um dos capítulos (animal símbolo do tal) não precisa ser nenhum culto para perceber que o Doutor queria transformar algo que poderia ser só um assassinato em um verdadeiro terror. Nem mesmo a Rainha imaginaria que uma missão que poderia ser resolvida logo, se transformaria em um quebra-cabeças monstruoso que iria parar a policia causar pânico em todos da cidade e chamar a atenção da mídia de uma maneira horrível.

O Doutor Willian Guil fez um barraco em cima de uma situação desnecessária. E aos poucos vai perdendo cada vez mais a sanidade o que acaba levando-o ao desfecho final e irônico da trama. Somos apresentados a Abberline antes sequer do primeiro capitulo começar, lá ele conversa com Sr. Lees, os dois ambos idosos, comentam o desfecho do caso de Jack o Estripador. Abberline foi o detetive que investigou os casos de Jack, e Lees era uma espécie de sensitivo que descobriu quem era o tal (E acertou) mas se acertou porque Jack nunca foi pego? Isso é explicado quase no final da história. Ou seja um mero gostinho de muitos anos após o final vazio de nunca terem o pego. No segundo volume de Do Inferno, Abberline é muito melhor apresentado, agora sabemos que ele foi o detetive levado de volta a Whitechapel A contra-gosto para investigar o primeiro assassinato (Marie). O Padrão de Jack (Dr.Guil) era o mesmo, oferecer carona a elas em sua carruagem, lhe dá uvas obviamente com tranquilizantes, cortar o pescoço delas com navalhas e depois as cortar de maneira horrível. Abberline logo de cara percebeu que esses assassinatos, eram de autoria de alguém que conhecia muito bem a anatomia humana. Ou seja não era de um idiota qualquer cortando a esmo uma pessoa e sim uma pessoa que sabia muito bem o que estava fazendo. E durante as teorias, o caso de Jack ganhou popularidade, milhares de pessoas escrevendo cartas, dizendo ser de autoria do assassino até então tendo seu nome mais popular como avental de couro. Guil decide mandar uma carta, escrita por seu burro companheiro com erros notáveis de escrita que para ele eram bem-vindos dando um ar de insanidade perfeito nela está assissinada Jack O Estripador, o nome da carta era Do Inferno, titulo que leva essa obra. Quando Guil começa a perder o controle de vez, mas finalmente mata a ultima responsável pela chantagem, em meados do terceiro e quarto volume (Em um ponto especifico ele mata uma mulher errada) não que isso lhe cause remorsos, mas a cada morte horrenda, sentimos a total perda de faculdades mentais do senhor Guil. A rainha acha um bode expiatório para morrer, e levar a culpa pelos assassinatos, mas o que ela não conta é que agora o senhor Willian totalmente instável ameaça até mesmo a coroa. Algo que ela está disposta a resolver por qualquer meio que seja.

Vale a pena cada página lida, cada minuto gasto, a trama vai lhe prender do começo ao fim eu recomendo com certeza absoluta.





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